
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares, que afetam o coração e a circulação, continuam sendo a principal causa de morte no Brasil, com mais de 1.100 óbitos por dia, cerca de 46 por hora ou uma morte a cada 90 segundos. Muitas dessas ocorrências estão relacionadas a exposição às altas temperaturas, especialmente entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes.
Segundo a Dra. Fábia Guidotti, cardiologista dos Hospitais da Fundação Padre Albino, o calor intenso, quando os termômetros ultrapassam os 30°C, obriga o coração a trabalhar mais. “Com o aumento térmico, o corpo tenta se adaptar por meio da vasodilatação, que dilata os vasos sanguíneos. Em algumas pessoas, esse mecanismo não funciona corretamente, causando queda de pressão, desidratação, tontura, desmaios e arritmias. Essas alterações aumentam o risco de eventos graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC)”, explica.
A cardiologista também chama atenção para a alimentação e a prática de exercícios em dias mais quentes. “Pessoas que fazem parte do grupo de risco não devem praticar exercícios físicos em períodos de altas temperaturas. Recomendo cautela com as comidas típicas do período de férias na praia, especialmente aquelas com alto teor de colesterol, além de evitar o excesso de bebidas alcoólicas, que aumentam o risco de complicações cardiovasculares, especialmente agora no verão”, reforça.
Outra recomendação importante é manter-se bem hidratado e evitar a exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h. Também é indicado procurar sombra, usar roupas leves e protetor solar adequado, além de evitar atividades físicas extenuantes ao ar livre.
Foto: Divulgação FPA
